Na descrição do site, ele se autointitula como fundador do Betzord, mentor e guia "dentro da mina de ouro dos investimentos". "De preto favelado a milionário com futebol. Ex-lavador de pratos e limpador de chão.
Atual Investidor Esportivo, com alunos em mais de 55 países e reconhecido mundialmente no mercado como uma das maiores referências no mercado de investimentos esportivos", descreve a bio de Lucas no site.
Os "novos alunos" são atraídos especialmente pelas redes sociais Para isso, o grupo usa técnicas de marketing digital, mas faz especialmente parcerias com famosos e influenciadores digitais locais para captar novos clientes.
Além de Deolane e Tirullipa, Ronaldinho Gaúcho já teve seu nome associado à Betzord, como embaixador da marca. Outros nomes como Lucas Vrau também aparecem na lista de influencers que já receberam publicidade para divulgar a marca.
A empresa patrocinou jogos da seleção e de times da Série A. O próprio Tylty aparece em suas redes sociais ao lado de jogadores como Neymar e outros influencers, sempre aparentando uma vida de viagens e luxo.
No site do Reclame Aqui, há mais de 800 reclamações contra a Betzord. A maioria delas diz respeito à "propaganda enganosa", "não recebimento do prêmio" e "pedidos de reembolso".
Algumas também fazem alusão a problemas com o suporte que "nunca funciona". O plano para ter acesso às aulas custa quase R$ 1,4 mil.
De acordo com o site da Betzord, ao adquirir o plano, o cliente teria direito a suporte 24 horas durante os sete dias por semana, acesso a grupos exclusivos, vídeos e dicas premium.
Em muitos relatos, os usuários dizem ter adquirido um plano da Betzord após seguir dicas de influenciadores digitais. "Comprei o curso através de um grande influencer de Goiás, eu já via vários falando a respeito e sempre tive vontade de comprar e nunca dava coragem. Até que comprei. Na primeira semana, senhor, que arrependimento, porém insisti pois estava precisando muito", relatou uma mulher no Reclame Aqui.
Advogados e empresa negam irregularidades.
Em um comunicado na página do Instagram, a empresa Betzord negou qualquer irregularidade em seus negócios. Disse ainda que está procurando as autoridades policiais para provar a licitude das transações.
"A BETZORD tomou conhecimento que está sendo investigada por autoridade policial, em inquérito originado para apurar o comércio de rifas nas redes sociais. A empresa está buscando as autoridades policiais para demonstrar que sempre atuou de forma correta e em estrito respeito às normas legais", informa um trecho da nota divulgada e assinada pelo advogado Huendel Rolim.
Já os influenciadores afirmaram que apenas tinham contratos de publicidade e patrocínio com a Betzord e que desconheciam qualquer envolvimento em suposto esquema criminoso da empresa
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